Ano 1 - nº 4 - agosto/novembro de 2009

POE, UM DOS GRANDES GÊNIOS DA HUMANIDADE
John Macy



Edgar Allan Poe (...) lutou durante toda a sua curta vida contra todos os males da pobreza – e só depois de desaparecido o mundo soube que se tratava de um dos grandes gênios da humanidade. Foi Poe o maior de todos os homens de letras americanas. Nenhum exerceu maior influência na Europa. Em 1909, centenário do seu nascimento, não houve artista, de Nova York a Moscou, que ao memorá-lo não reconhecesse o que sua terra devia ao gênio de Poe.
(...) Poe é o drama vivo do gênio que realiza na Terra o seu curso a despeito de todas as circunstâncias contrárias. Nós comumente admiramos o self-made man da indústria ou da política. Poe foi o tipo mais alto do autor que se faz por si próprio. Nasceu com o dom, é verdade, mas teve de bater-se furiosamente para manter a pureza do talento, contra o qual tudo conspirava.
Com o “Manuscrito Encontrado numa Garrafa” ganhou aos vinte e quatro anos o prêmio de cinqüenta dólares num concurso literário de certo jornal de Baltimore. Esse conto se notabiliza por duas coisas: revelar o estilo e o método de Poe, já em toda a plenitude, e ser a única produção que lhe deu dinheiro. Porque Poe teve de ganhar a vida, não com o produto de seu trabalho literário, mas na penosa rotina da imprensa.

 

Este texto foi transcrito do livro História da Literatura Mundial (The Story of the World’s Literature, 3ª edição, tradução de Monteiro Lobato, São Paulo, Companhia Editora Nacional, 1946, pp. 406-409), de John Macy