Ano 3 - nº 9 - fevereiro/maio de 2011

A LEI E A ORDEM NO OESTE
Pablo Ramírez



Granjas, ranchos e povoados iam-se entendendo cada vez mais para o Oeste (...). Eram os primeiros vestígios de uma civilização em marcha.
(...) muitos perigos ameaçavam os colonos que em solidões longínquas arrancavam à terra o prêmio do seu duro trabalho.
E estes perigos vinham de homens da sua própria raça. Condenados fugidos do Leste, desertores do Exército, vagabundos e outros indivíduos de má condição uniam-se para formar bandos e viver à custa do trabalho alheio.
Alguns desses indivíduos tornaram-se jogadores profissionais, que exploravam suas vítimas por meio de ardis.
Outros foram ser salteadores de caravanas e de diligências. Ficavam à espreita nos caminhos, a fim de roubarem tudo o que os veículos transportavam de valor. E, quase sempre, matavam todos aqueles que lhes opunham resistência.
Alguns outros especializaram-se em assaltar trens, roubando o correio e despojando os passageiros das suas carteiras, bolsas, jóias e relógios.
Numerosos bandos de ladrões viviam roubando o gado dos rancheiros. Depois, vendiam-no em Wichita (Kansas), Abilene (Texas) e outros mercados importantes onde ninguém perguntava donde o gado vinha.
O Exército estava empenhado nas guerras com os índios, e os delitos comuns não eram da sua jurisdição. E a autoridade civil era muito precária. Portanto, como vigiar milhões de quilômetros quadrados de um território pouco conhecido, pouco habitado e repleto de esconderijos onde se ocultar?
Impor a lei e a ordem não foi tarefa simples. Custou muito esforço e muito sangue aos homens encarregados desse trabalho.

 

Este texto foi transcrito do livro O Oeste (tradução de Maria Leonor Buesco & Mauro Vilar, Rio de Janeiro, Civilização Brasileira, 1977, p. 36), de Pablo Ramírez