Ano 3 - nº 9 - janeiro/maio de 2011

 

CISCO KID
Marco Aurélio Lucchetti



O personagem Cisco Kid foi criado pelo escritor norte-americano O. Henry (pseudônimo de William Sydney Porter, 1862-1910) na história “The Caballero’s Way”, que faz parte do livro de contos Heart of the West (1907).
Em “The Caballero’s Way”, Cisco Kid é um fora-da-lei perseguido por um ranger do Texas, o Tenente Sandridge.

“Cisco Kid, cujo habitat era toda a região sudeste do Texas, já havia matado seis homens em duelos mais ou menos justos, já havia assassinado uma dúzia ou mais de pessoas (a maioria delas era de origem mexicana) e já havia sido alvejado um sem-número de vezes. E ele matara e assassinara por ser irascível, para evitar ser preso, por diversão. Enfim, qualquer motivo, até mesmo o mais banal, era suficiente para que fizesse uso do revólver. E nunca fora mandado para a prisão, porque era mais rápido no gatilho do que qualquer xerife ou  ranger e tinha uma cavalo ruão que conhecia profundamente todas as trilhas existentes entre San Antonio, no Texas, e Matamoros, no México.
Na época em que ocorre nossa história, Cisco Kid estava com vinte e cinco anos de idade, mas aparentava ter apenas vinte. Ele era um bandido; mesmo assim, uma mulher o amava. Essa mulher, a señorita Tonia Perez, era uma mistura da sedutora cigana Carmen com a Virgem Maria; porém, era também – na verdade, alguém que é uma mistura de Carmen, a mais completa imagem da dissolução, com a Virgem Maria, o maior símbolo de pureza, pode ser e possuir tudo o que quiser – um beija-flor. Ela habitava uma choupana de teto de palha, perto de um povoado mexicano na Encruzilhada do Lobo Solitário. Na mesma cabana, morava um velho (seria ele seu pai? Seu avô?) de idade indefinida (algumas pessoas diziam que ele há muito tempo já ultrapassara os cem anos), que descendia diretamente dos astecas, pastoreava cerca de cem cabras e passava a vida num sonho contínuo provocado pela ingestão freqüente de mescal. Atrás da choupana existia um bosque de pereiras; e era através desse labirinto de árvores (todas enormes e carregadas de frutos) que o cavalo ruão trazia Cisco Kid para ver sua amada. E, certa vez, Cisco Kid, agarrado no teto de palha da cabana, ouviu Tonia, com seu rosto de Virgem Maria, sua beleza de Carmen e sua alma de beija-flor, conversar com os homens do xerife e falar, misturando Inglês com Espanhol, que não conhecia o fora-da-lei.
Um dia, o comandante dos rangers escreveu algumas linhas sarcásticas ao Capitão Duval da Companhia X, em Laredo, falando a respeito da existência de assassinos e facínoras que viviam tranqüilamente naquela região.
Ao ler a carta, o Capitão Duval perdeu totalmente a cor. Depois, escreveu algumas palavras embaixo do texto original e mandou o ranger Bill Adamson entregar a carta ao Tenente Sandridge, que estava acampado, junto com outros cinco rangers, numa toca nas proximidades do Rio Nueces.
O Tenente Sandridge também ficou sem cor, após ler a carta. A seguir, mastigando as pontas de seu vasto bigode, guardou o papel no bolso. E, na manhã seguinte, selou o cavalo e partiu para o povoado mexicano que ficava na Encruzilhada do Lobo Solitário, a vinte quilômetros de distância.
Algumas horas mais tarde, Sandridge – ele tinha quase um metro e noventa de altura, era louro como um viking, quieto como um diácono e perigoso como uma metralhadora – percorria todo o povoado, fazendo perguntas a respeito de Cisco Kid.
Muito mais que a Lei, os habitantes do povoado temiam a vingança fria e certeira do cavaleiro solitário que o ranger procurava. Um dos passatempos preferidos de Cisco Kid era atirar em mexicanos, “para vê-los espernear”; e, se fazia isso apenas por diversão, imagine o que não faria estando zangado... Assim, em resposta às perguntas do Tenente Sandridge, todos encolhiam os ombros e afirmavam não conhecer o bandido. No entanto, havia um homem – um homem de muitas nacionalidades, que conhecia vários idiomas e tinha inúmeros interesses e modos de pensar. Chamava-se Fink e era proprietário de uma loja no povoado. E ele disse para Sandridge:
– Não adianta perguntar para os mexicanos. Eles têm medo de falar. Esse hombre, o tal de Cisco Kid, esteve na minha loja umas duas vezes. Tenho uma idéia de onde pode encontrá-lo, mas não sei se devo dizer. Minha vida estará correndo risco, principalmente porque já não sou mais tão rápido com uma arma. Bem, ele costuma ver uma garota mestiça, um mexicana, que mora numa cabana a cem metros do arroio, junto ao bosque de pereiras. Acho que lá seria um bom lugar para começar a procurar.
Sandridge cavalgou imediatamente até a tal choupana. Quando chegou lá, o sol declinava no horizonte; e as sombras das pereiras já começavam a cobrir a cabana de teto de palha. As cabras estavam fechadas num cercado ali perto. Algumas crianças brincavam nas imediações, mordiscando folhas de chaparral. Deitado em cima de uma manta estendida sobre a relva, o velho mexicano, num estupor provocado pelo mescal, sonhava certamente com os tempos de glória de seus antepassados. Tonia estava parada junto à porta da choupana; e seu olhar encontrou o de Sandridge, assim que o ranger parou o cavalo a seu lado. Como todo bandido famoso e bem-sucedido, Cisco Kid era presunçoso; portanto, teria se irritado se soubesse que uma simples troca de olhares fora suficiente para que, ainda que por pouco tempo, Tonia e Sandridge o esquecessem.
Tonia nunca vira alguém como Sandridge. Todos os homens que conhecia eram baixos e morenos. Até mesmo Cisco Kid era pouca coisa mais alto que ela, tinha cabelos escuros e um rosto que denotava uma frieza capaz de congelar o deserto ao meio-dia. Sandridge, por sua vez, parecia um sol. Quando sorria, iluminava as sombras, como se fosse um sol de verão, que aquece os corações e ilumina as almas.
Naquele instante, a figura de Tonia contrastava com a pobreza do local. Seu cabelo (de tão preto ele parecia ser azulado), repartido certinho ao meio, e seus grandes olhos cheios da melancolia latina davam-lhe o toque da Virgem Maria. Sua pose exprimia o fogo oculto e o desejo de enfeitiçar que tinha herdado das ciganas da província basca. Quanto ao lado beija-flor dela, não estava perceptível no momento, a menos que sua saia vermelha e sua blusa azul-marinho representassem o caprichoso passarinho.
O deus do sol recém-chegado pediu algo para beber. Tonia apressou-se em trazer uma jarra cheia de água e uma caneca. Sandridge, então, saltou do cavalo, a fim de beber a água e saciar a sede.
Não quero bancar o delator nem desejo ser o profundo conhecedor dos corações humanos; entretanto, declaro, com os direitos de escritor que conhece todos os fatos referentes a esta história, que, um quarto de hora mais tarde, o homem e a mulher já conversavam animada e intimamente, como se fossem velhos conhecidos. E, entre outras coisas, Tonia informou que aprendera Inglês graças a um livro que o padre do povoado lhe dera e também disse que tinha como único companheiro um cabrito de estimação.
Vendo Tonia e Sandridge conversarem me levou a suspeitar que a fortaleza de Cisco Kid fora violada e que a sarcástica carta enviada pelo comandante dos rangers havia produzido um acontecimento totalmente inesperado.
E, assim que se juntou a seus homens, Sandridge anunciou e reiterou sua intenção de fazer Cisco Kid comer grama pela raiz ou levá-lo até um tribunal para ser julgado por seus crimes. Suas palavras empolgaram os outros cinco rangers; e, a partir de então, Sandridge ia duas vezes por semana à Encruzilhada do Lobo Solitário, ou melhor, ia à cabana de Tonia, esperando encontrar numa dessas visitas Cisco Kid.
Enquanto isso, Cisco Kid continuava fazendo proezas. Num povoado, cuja população vivia quase exclusivamente dos ranchos à sua volta, ele provocou um tiroteio num saloon e matou o xerife. Depois, fugiu, triste e insatisfeito. Não estava nem um pouco feliz por ter matado um homem velho e que usava um revólver enferrujado.
Angustiado, Cisco Kid ansiava ver sua amada. Queria que ela lhe reafirmasse que era só dele. Queria que ela lhe elogiasse sua bravura e sua crueldade. Queria que ela lhe trouxesse uma jarra de água e lhe contasse como seu cabritinho de estimação estava crescendo.”
Trecho de “The Caballero’s Way”


“The Caballero’s Way” deu origem a um dos primeiros westerns da era do cinema sonoro: No Velho Arizona, que narra as façanhas de um salteador de diligências, Cisco Kid, que é implacavelmente perseguido pelo Sargento Mickey Dunn (Edmund Lowe) e termina colocando sua vida em risco ao apaixonar-se por uma mexicana, Tonia Maria (Dorothy Burgess).
Para interpretar Cisco Kid, a produtora do filme, a Fox, havia escolhido Raoul Walsh (1892-1980), que também se encarregaria da direção da fita. Porém, devido a um acidente de carro, Walsh perdeu o olho direito e abandonou a carreira de ator. O papel, então, foi dado a Warner Baxter (1893-1951), que, por seu desempenho como Cisco Kid, ganhou o Oscar de Melhor Ator de 1929.
No Velho Arizona foi o primeiro de uma série de filmes com Cisco Kid (1). E, além de Warner Baxter, os seguintes atores interpretaram o personagem: Cesar Romero (1907-1994), que, antes de encarnar Cisco Kid, trabalhou no terceiro filme da série, A Volta de Cisco Kid; Duncan Renaldo (1904-1980), que foi quem mais representou Cisco Kid (2); e Gilbert Roland (1905-1994).

“Os filmes em que Cesar Romero interpretou Cisco Kid foram sem dúvida os melhores da série. Não só pelas histórias, mais bem elaboradas, como pelo elenco de apoio.”
Umberto Losso


Com o passar dos anos, os produtores dos filmes de Cisco Kid fizeram algumas modificações no personagem. Transformaram-no numa espécie de Robin Hood do Velho Oeste, um defensor dos fracos e oprimidos. Tornaram-no um cowboy romântico, charmoso e sedutor, que sente uma irresistível atração pelas mulheres (sobretudo as mulheres jovens e bonitas). Deram-lhe, inclusive, um companheiro de aventuras, um mexicano baixinho, gordinho e engraçado, que inicialmente se chamava Gordito e, depois, a partir do filme A Volta de Cisco Kid, foi batizado com o nome de Pancho. E, com essas mesmas características, Cisco Kid apareceu nas histórias em quadrinhos.
A primeira vez que o personagem criado por O. Henry cavalgou numa história em quadrinhos foi no inverno de 1944, no primeiro número da revista Cisco Kid Comics, que teria apenas mais dois números (3). Depois, foi a principal atração do número 292 (datado de setembro de 1950) do gibi Four Color, da editora Dell. E, por fim, entre janeiro de 1951 e outubro/dezembro de 1958, enfrentou incontáveis perigos, nos quarenta números de The Cisco Kid, um comic book da Dell.
Cisco kid esteve também presente nas páginas de quadrinhos dos jornais, na forma de tiras diárias. E essas tiras, escritas por Rod Reed, desenhadas pelo argentino José Luis Salinas (1908-1985) e distribuídas pela King Features Syndicate, foram publicadas nos jornais norte-americanos de 15 de janeiro de 1951 a 5 de agosto de 1968 e apareceram em publicações de diversos países (dentre esses países, destacam-se África do Sul, Alemanha, Argentina, Brasil, Espanha, Finlândia, Holanda, Irlanda, Iugoslávia, México, Noruega, Portugal, Turquia e Uruguai).

 

NOTAS:

(1) Em seu livro Cisco Kid, Marcus Vinicius de Lima Arantes, um especialista em seriados cinematográficos e westerns “B”, afirma: “Todas as fontes de pesquisa que pudemos reunir sobre Cisco Kid no Cinema indicam que a série se iniciou com o filme In Old Arizona (...). Porém, segundo Nick Williams, escritor norte-americano especializado em westerns, houve pelo menos duas fitas de Cisco Kid na fase do cinema mudo: The Caballero’s Way (1914) na qual o personagem foi interpretado por Herbert Stanley, conhecido por Herbert Stanley Dunn; e The Border Terror (1919).”

(2) Duncan Renaldo interpretou Cisco Kid em oito filmes (infelizmente, cinco deles não foram exibidos nos cinemas brasileiros) e nos 156 episódios da série Cisco Kid (The Cisco Kid, 1950-1956), produzida para a TV.

(3) No livro The Photo-Journal Guide to Comics Books, Ernest & Mary Gerber colocam em dúvida se os números 2 e 3 de Cisco Kid Comics foram realmente publicados.



CISCO KID – FILMOGRAFIA


“Uma das principais características dos westerns ‘B’ era a postura quase que assexuada assumida pelos ‘mocinhos’. Eram muito raras as cenas de amor; e os nossos valente cowboys davam mais atenção aos seus cavalos, à arte de cavalgar e ao combate aos malfeitores do que ao amor que lhes devotavam as mocinhas apaixonadas. Cisco Kid, porém, era diferente. Talvez devido à sua origem latina, Cisco era galanteador e romântico para com as mulheres e implacável para com os fora-da-lei. Para elas, sempre um sorriso, um afago e um beijo; para eles, um braço forte e um revólver.”
Marcus Vinicius de Lima Arantes



No Velho Arizona (In Old Arizona, 1929, 95')
Direção: Raoul Walsh & Irving Cummings
Roteiro: Tom Barry, baseando-se no conto “The Caballero’s Way”, de O. Henry
Elenco: Warner Baxter, Edmund Lowe, Dorothy Burgess


O Galante Aventureiro (The Cisco Kid, 1931, 60')
Direção: Irving Cummings
Roteiro: Alfred A. Cohn
Elenco: Warner Baxter, Edmund Lowe, Conchita Montenegro, Nora Lane, Jack Dillon, Chris-Pin Martin
Observação: Este foi o primeiro filme da série em que Chris-Pin Martin interpretou o personagem Gordito.


A Volta de Cisco Kid (The Return of the Cisco Kid, 1939, 70')
Direção: Herbert I. Leeds
Roteiro: Milton Sperling
Elenco: Warner Baxter, Lynn Bari, Cesar Romero, Henry Hull, Kane Richmond, C. Henry Gordon, Robert Barrat, Adrian Morris, Soledad Jiménez, Harry Strang, Arthur Aylesworth, Paul E. Burns, Victor Kilian, Chris-Pin Martin
Observação: Este filme marcou a despedida de Warner Baxter como Cisco Kid.


Coração de Bandido (The Cisco Kid and the Lady, 1939, 74')
Roteiro: Frances Hyland, a partir de uma história de Stanley Rauh
Direção: Herbert I. Leeds
Elenco: Cesar Romero, Marjorie Weaver, George Montgomery, Robert Barrat, Virginia Field, Harry Green, Gloria Ann White, John Beach, Ward Bond, J. Anthony Hughes, James Burke, Harry Hayden, James Flavin, Ruth Warren, Chris-Pin Martin
Observação: Este foi o primeiro filme da série em que Cesar Romero interpretou Cisco Kid.


Viva Cisco Kid (Viva Cisco Kid, 1940, 65')
Direção: Norman Foster
Roteiro: Samuel G. Engel
Elenco: Cesar Romero, Jean Rogers, Chris-Pin Martin, Minor Watson, Stanley Fields, Francis Ford, Harold Goodwin, Charles Judels


Bandoleiro de Sorte (Lucky Cisco Kid, 1940, 67')
Direção: H. Bruce Humberstone
Roteiro: Robert Ellis
Elenco: Cesar Romero, Mary Beth Hughes, Dana Andrews, Evelyn Venable, Chris-Pin Martin, Willard Robertson, Joe Sawyer, John Sheffield, William Royle, Francis Ford, Otto Hoffman, Dick Rich


Bandoleiro Jovial (The Gay Caballero, 1940, 58')
Direção: Otto Brower
Roteiro: Albert Duffy & John Larkin
Elenco: Cesar Romero, Sheila Ryan, Robert Sterling, Chris-Pin Martin, Janet Beecher, Edmund MacDonald, Jacqueline Dalya, Montague Shaw, Hooper Atchley


Audaz Aventureiro (Romance of the Rio Grande, 1941, 72')
Direção: Herbert I. Leeds
Roteiro: Harold Buchman, baseando-se num romance de Katherine Fullerton Gerould
Elenco: Cesar Romero, Patricia Morison, Lynne Roberts, Ricardo Cortez, Chris-Pin Martin, Aldrich Bowker, Inez Palange


Balas e Beijos (Ride on Vaquero, 1941, 64')
Direção: Herbert I. Leeds
Roteiro: Samuel G. Engel
Elenco: Cesar Romero, Mary Beth Hughes, Lynne Roberts, Chris-Pin Martin, Robert Lowery, Ben Carter, William Demarest, Robert Shaw, Edwin Maxwell, Paul Sutton, Don Costello
Observações:
1 – Este foi o último filme da série em que Cesar Romero e Chris-Pin Martin interpretaram, respectivamente, Cisco Kid e Gordito;
2 – Este foi o último filme de Cisco Kid produzido pela 20th Century-Fox.


A Volta de Cisco Kid (The Cisco Kid Returns, 1945, 64')
Direção: John P. McCarthy
Roteiro: Betty Burbridge
Elenco: Duncan Renaldo, Martin Garralaga, Roger Pryor, Cecilia Callejo, Fritz Leiber, Jan Wiley, Sharon Smith, Vicky Lane, Anthony Warde, Bud Osborne, Eva Puig, Cy Kendall
Observações:
1 – Este foi o primeiro filme da série em que Duncan Renaldo e Martin Garralaga interpretaram, respectivamente, Cisco Kid e Pancho;
2 – Este foi o primeiro filme de Cisco Kid produzido pela Monogram Pictures, um pequeno estúdio especializado em séries.


O Cavaleiro Destemido (The Cisco Kid in Old New Mexico, 1945, 62')
Direção: Phil Rosen
Roteiro: Betty Burbridge
Elenco: Duncan Renaldo, Martin Garralaga, Gwen Kenyon, Pedro de Cordoba, Aurora Roche, Lee “Lasses” White, Norman Willis, Edward Earle, Donna Dax, John Lawrence, Dick Gordon, Frank Jaquet, James Farley, The Carr-Bert Dancers


Canção da Fronteira (South of the Rio Grande, 1945, 62')
Direção: Lambert Hillyer
Roteiro: Ralph Gilbert Bettison & Victor Hammond
Elenco: Duncan Renaldo, Martin Garralaga, Armida, George J. Lewis, Lillian Molieri, Francis McDonald, Charles Stevens, Pedro Regas, Soledad Jiménez, Tito Renaldo, The Guadalajara Trio


Justiceiro Rômantico (The Gay Cavalier, 1946, 65')
Direção: Willian Nigh
Roteiro: Charles Belden
Elenco: Gilbert Roland, Martin Garralaga (don Felipe Geralda), Nacho Galindo, Ramsay Ames, Helen Gerald, Tristram Coffin, Drew Allen, Iris Flores, John Merton
Observação: Este foi o primeiro filme da série em que Gilbert Roland interpretou Cisco Kid


Bandidos do Deserto (South of Monterey, 1946, 63')
Direção: Willian Nigh
Roteiro: Charles Belden
Elenco: Gilbert Roland, Martin Garralaga (Comandante Arturo), Frank Yaconelli, Marjorie Riordan, Iris Flores, George J. Lewis, Harry Woods, Terry Frost, Rose Turich


O Bandido e a Dama (Beauty and the Bandit, 1946, 77')
Direção: William Nigh
Roteiro: Charles Belden
Diálogos adicionais: Gilbert Roland
Elenco: Gilbert Roland, Martin Garralaga (dr. Juan Valegra), Frank Yaconelli, Ramsay Ames, Vida Aldana, George J. Lewis, William Gould, Dimas Sotello, Felipe Turich


Povoado Violento (Riding the California Trail, 1947, 59')
Direção: William Nigh
Roteiro: Clarence Upson Young, baseando-se numa história de sua autoria
Elenco: Gilbert Roland, Martin Garralaga (don José Ramirez), Frank Yaconelli, Teala Loring, Inez Cooper, Ted Hecht, Marcelle Grandville


O Rei dos Bandidos (King of the Bandits, 1947, 66')
Direção: Christy Cabanne
Roteiro: Bennett Cohen, a partir de uma história de Christy Cabanne
Elenco: Gilbert Roland, Chris-Pin Martin (Pancho), Angela Greene, Anthony Warde, Laura Treadwell, William Bakewell, Rory Mallinson, Pat Goldin, Cathy Carter, Boyd Irwin, Antonio Filauri, Jasper Palmer


Robin Hood em Monterey (Robin Hood of Monterey, 1947, 55')
Direção: Christy Cabanne
Roteiro: Bennett Cohen
Elenco: Gilbert Roland, Chris-Pin Martin (Pancho), Evelyn Brent, Jack La Rue, Travis Kent, Pedro de Cordoba, Thornton Edwards, Nestor Paiva, Ernie Adams
Observações:
1 – Este foi o último filme da série em que Gilbert Roland interpretou Cisco Kid;
2 – Este foi o último filme de Cisco Kid produzido pela Monogram.


The Valiant Hombre (1948, 60')
Direção: Wallace Fox
Roteiro: Adele S. Buffington
Elenco: Duncan Renaldo, Leo Carrillo, John Litel, Barbara Billingsley, John James, Stanley Andrews, Guy Beach, Gene Roth, Ralph Peters, Terry Frost, Lee “Lasses” White, Frank Ellis
Observações:
1 – Este filme marcou a volta de Duncan Renaldo no papel de Cisco Kid;
2 – Este foi o primeiro filme da série em que Leo Carrillo interpretou Pancho;
3 – Este foi o primeiro filme da série produzido pela Inter-American Productions e distribuído pela United Artists.


The Gay Amigo (1949, 60')
Direção: Wallace Fox
Roteiro: Doris Schroeder
Elenco: Duncan Renaldo, Leo Carrillo, Armida, Joe Sawyer, Walter Baldwin, Fred Kohler Jr., Kenneth MacDonald, Clayton Moore, Fred Crane, Helen Servis, Beverly Jons, Bud Osborne, Sam Flint


The Daring Caballero (1949, 60')
Direção: Wallace Fox
Roteiro: Betty Burbridge, baseando-se numa história de Frances Kavanaugh
Elenco: Duncan Renaldo, Leo Carrillo, Pedro de Cordoba, Stephen Chase, David Leonard, Edmund Cobb, Frank Jaquet, Mickey Litlle


Satan’s Cradle (1949, 60')
Direção: Ford Beebe
Roteiro: J. Benton Cheney
Elenco: Duncan Renaldo, Leo Carrillo, Ann Savage, Douglas Fowley, Byron Foulger, Claire Carleton, Buck Bailey, Wes Hudman


The Girl from San Lorenzo (1950, 58')
Direção: Derwin Abrahams
Roteiro: Ford Beebe
Elenco: Duncan Renaldo, Leo Carrillo, Jane Adams, Bill Lester, Byron Foulger, Don Harvey, Lee Phelps, Edmund Cobb, Leonard Penn, David Sharpe, Wes Hudman
Observação: Este foi o último filme de Cisco Kid produzido para o Cinema.