Ano 2 - nº 8 - Outubro de 2010/Janeiro de 2011
O FILME DO MÊS:

 

 

 

artigo de Lúcio Agra

O FILME DO MÊS:

 

 

 

artigo de Marta Chagas

O QUE DISSERAM SOBRE A MULHER - PARTE 3 (FINAL)

Simone de Beauvoir: Nenhum processo biológico, psíquico ou econômico determina o papel que, passada a adolescência, uma mulher irá desempenhar na sociedade.
Lenin: Enquanto as mulheres não forem chamadas a participar livremente da vida pública em geral, cumprindo também as obrigações de um serviço cívico permanente e universal, não pode haver socialismo, nem sequer democracia integral e durável.
Schopenhauer: A mulher deve obedecer ao homem, ser uma companheira paciente que lhe torne a existência calma. Não é feita nem para os grandes esforços, nem para dores ou prazeres excessivos.
Betty Friedan: Os detalhes materiais da vida, o encargo diário de cozinhar, lavar e atender às necessidades físicas do marido e dos filhos constituíam de fato o mundo feminino. Amor, filhos e lar são excelentes; mas não constituem o mundo inteiro. Por que deveria a mulher aceitar uma vida truncada, em lugar de participar plenamente do destino humano? Por que aceitaria esta (...) imagem que insiste em afirmar não ser ela uma pessoa e sim uma “mulher”, por definição roubada da liberdade de existir como indivíduo e interferir no destino humano?
Schopenhauer: O simples aspecto da mulher revela que não é destinada nem aos grandes trabalhos intelectuais nem aos grandes trabalhos materiais. Paga a sua dívida à vida não pela ação, mas pelo sofrimento, as dores da maternidade, os cuidados inquietadores da infância.
Betty Friedan: A anatomia é o destino da mulher, dizem os teóricos da feminilidade. A personalidade feminina é determinada por sua condição biológica. Mas será mesmo? Muitas mulheres vêm fazendo a si próprias essa pergunta. Como que despertando de um coma, indagam: “Onde estou?” “Que faço aqui?”
Schopenhauer: As mulheres não têm nem o sentimento nem a inteligência para a Música ou para as Artes Plásticas. Fingem tê-los (...) pelo desejo de agradarem. (...) a natureza leva as mulheres a procurar em todas as coisas um meio de conquistar o homem; e o interesse que parecem tomar pelas coisas exteriores é sempre um fingimento, uma sutileza, isto é, puro artifício e pura imitação.
Rousseau: As mulheres, em geral, não amam arte alguma, não são inteligentes em nenhuma delas e também não possuem gênio algum.
Betty Friedan: Essa inferioridade, sabemos hoje, foi causada por falta de cultura, confinamento no lar. Não por desígnio divino e natureza irrevogável.
Schopenhauer: Que podemos esperar das mulheres, se ponderarmos que, no mundo inteiro, seu sexo não conseguiu criar um só gênio verdadeiramente grande, (...) nem uma única obra de valor duradouro, seja no que for?
Betty Friedan: A imagem convencional da feminilidade diz que a mulher é passiva, dependente, conformista, incapaz de raciocínio crítico ou de contribuição original à sociedade. (...) a educação (...) continua a criá-las assim, como em outros tempos a ausência de cultura lhes dava tais características.
Condessa de Ségur: O homem pratica os grandes feitos. É a mulher que os inspira.
Kierkegaard: A mulher inspira o homem enquanto ele não a possui.
Federico Fellini: Quando o homem souber conviver consigo mesmo, aprenderá a conviver com a mulher. A não considerá-la mais como um monstro, ainda que um monstro desejável. A mulher não é apenas a procriadora, ou o objeto que tanto podemos martirizar como adular. Não é a Madonna, ou a  puttana, como temos freqüentemente tendência a considerá-la na Itália; mas um ser que deve ser para o homem um par e uma companheira.
Oscar Wilde: Um homem pode ser perfeitamente feliz com qualquer mulher – desde que não viva com ela.
Raquel Welch: Durante muito tempo as mulheres foram preparadas para acreditar que a relação exclusiva era condição para formar a experiência sexual aceitável ou agradável. Agora elas descobrem que podem ter sexo sem sentimento, porque a difusão do uso de anticoncepcionais deu-lhes esta liberdade. Uma mulher não tem mais que pensar em seu companheiro de sexo como aquele com quem terá de passar o resto da vida ou que pode ser o pai de seu filho. Pessoalmente, no entanto, não creio que possa encontrar real satisfação numa relação ocasional. Não acredito que um breve momento – ou uma quantidade de breves momentos – possa suprir a falta de uma relação profunda.
Cassandra Rios: Hoje (as mulheres) pensam, raciocinam, discutem como gente grande. Mas eu acho que elas não devem jogar fora a armadura da sentimentalidade. Devem se convencer de que, apesar da liberdade e tudo o mais, precisam continuar sendo mães: mãe do amigo, mãe da amiga, mãe seja lá de quem for, até dos filhos.
Napoleão Bonaparte: A mulher não passa de uma máquina para produzir filhos.
Schopenhauer: Na vida das mulheres, as relações sexuais são o grande negócio. A honra consiste, para a jovem solteira, na confiança que sua inocência inspire, e para a mulher casada, na fidelidade que tenha ao marido.
Ovídio: Casta é a mulher a quem ainda nada se pediu.
Lúlio: Não confies em mulher mentirosa.
Pascal: O vermelho é a cor da paixão. O amarelo, da ira e do espanto. (...) se as mulheres fossem mesmo honestas, todas elas seriam verdes, cor da mentira.
Anatole France: A mulher tende à hipocrisia porque descobriu, antes do homem, que a verdade não importa tanto quanto a aparência. Em outras palavras: assim como se maquila um rosto, pode-se maquilar um vício e obter uma virtude.
Jeanne Moreau: A verdadeira mulher não trai o homem que ama. Ela não considera o corpo um instrumento de vingança. Na verdade, ela se vinga muito mais sutilmente, com a alma.
Honoré de Balzac: Certas mulheres interpretam tão bem o papel de grande dama que acabamos acreditando ser ela uma grande dama.
Talleygrand: Quando uma dama diz não, isto pode significar talvez. Se disser talvez, poderá ser um sim. Mas, se ela disser sim, então não é uma dama.
Jeanne Moreau: Em geral, elas (as mulheres) esperam uma boa situação, uma bela casa etc. Não ter bens materiais impede a felicidade? Claro, às vezes o dinheiro ajuda a melhorar as coisas; mas dinheiro e felicidade não são sinônimos.
La Bruyère: Há mulheres que amam mais seu dinheiro que seus amigos e seus amantes mais que seu dinheiro.
Brigitte Bardot: As verdadeiras jóias de uma mulher são sua juventude, sua beleza, seus cabelos, seu coração. O resto é supérfluo.
Scarlett Johansson: Eu fiz um filme chamado A Falsária, que tem uma fala ótima com a qual concordo: “As mulheres são parecidas com as salsichas, você nunca gostaria de ver a preparação delas.”

QUEM É QUEM

Anatole France (1844-1924) – escritor francês
Betty Friedan – psicóloga e feminista norte-americana
Brigitte Bardot – atriz francesa
Cassandra Rios (1932-2002) – escritora brasileira
Condessa de Ségur (Sophie Rostopchin, 1799-1874) – escritora francesa
Federico Fellini (1920-1993) – cineasta italiano
Honoré de Balzac (1799-1850) – escritor francês
Jeanne Moreau – atriz francesa
Kierkegaard (Sören Kierkegaard, 1813-1855) – filósofo e teólogo dinamarquês
La Bruyère (Jean de La Bruyère, 1645-1696) – escritor francês
Lenin (Vladmir Lenin, 1870-1924) – estadista russo
Lúlio (Ramón Llull, c. 1233-1315) – erudito, filósofo, teólogo e poeta catalão
Napoleão Bonaparte (1769-1821) – imperador francês
Oscar Wilde (Oscar Fingal O’Flahertie Wills, 1854-1900) – escritor inglês
Ovídio (43 a.C.-18 d.C.) – poeta latino
Pascal (Blaise Pascal, 1623-1662) – matemático, físico, filósofo e escritor francês
Raquel Welch (Racquel Tejada) – atriz norte-americana
Rousseau (Jean-Jacques Rousseau, 1712-1778) – filósofo e escritor suíço de língua francesa
Scarlett Johansson – atriz norte-americana
Schopenhauer (Arthur Schopenhauer, 1788-1860) – filósofo alemão
Simone de Beauvoir (1908-1986) – escritora francesa
Talleyrand (Charles Maurice de Talleyrand Perigord, 1754-1838) – prelado e diplomata francês

FOLHETIM

 


CARMILLA

Em toda e qualquer relação de autores de histórias de vampiros não pode faltar o nome do irlandês Joseph Sheridan Le Fanu (1814-1873).
Le Fanu foi o criador da célebre vampiresa Carmilla Karnstein, cuja história começa a ser publicada, em capítulos, a partir deste número do Jornal do Cinema.
NOSFERATU
UMA SINFONIA DE HORROR

uma peça de Marco Aurélio Lucchetti
NA PRÓXIMA EDIÇÃO: NÚMERO ESPECIAL SOBRE O WESTERN

UM FILME,
UMA CRÍTICA

por Sérgio Augusto

O TERCEIRO TIRO


Este filme é uma homenagem a Josef von Sternberg até nos mínimos detalhes, e qualquer tentativa de análise sobre essa lúdica ronda de implausibilidades e farsantes burgueses requer uma constante investida no universo sternbergiano.
O CORAÇÃO DAS TREVAS
por Roberto Muggiati
APOCALYPSE NOW
O FIM DO MUNDO NUM MURMÚRIO

GENTE QUE FAZ CINEMA  
JULIANNE MOORE
UMA ATRIZ INCANSÁVEL E GARANTIA DE INTENSIDADE EM CENA - PARTE 3
por João Rodolfo Franzoni

HOLLYWOOD PERDEU O GLAMOUR
por Rubens Francisco Lucchetti

CAVALGADAS SILENCIOSAS
por Divino Rodrigues da Silva
AVATAR, O BANG-BANG QUE MAIS FATUROU NA HISTÓRIA DO CINEMA
por Luiz Paulo Tupynambá
NOSFERATU
por Matheus Moraes
NOSFERATU ESTÁ DE VOLTA
por Mike Bygrave & Joan Goodman
 
SUPLEMENTO
PRÍNCIPE VALENTE E A HISTÓRIA
por Franco de Rosa
MINHAS RECORDAÇÕES DO PRÍNCIPE VALENTE - PARTE 2
artigo de Marco Aurélio Lucchetti

ESTÓRIAS ADULTAS
UMA REVOLUÇÃO NOS QUADRINHOS BRASILEIROS
artigo de Marco Aurélio Lucchetti

OUTCAULT E O GAROTO AMARELO
por Marco Aurélio Lucchetti
COMO SURGIU DREAM OF THE RAREBIT FIEND
por Winsor McCay
WINSOR McCAY E LITTLE NEMO
artigo de Fábio Santoro
A FINALIDADE DE UM JORNAL
por Joseph Pulitzer
A TERRA
por P. Commelin
A ALEMANHA NO TEMPO DA HIPERINFLAÇÃO
por Stefan Zweig
O FOTÓGRAFO LEWIS CARROLL
CARTA A UMA PEQUENA AMIGA
por Lewis Carroll
O VAMPIRO
um conto de Jan Neruda
A FÁBULA DO HOMEM PAVOROSO
por R. F. Lucchetti