Ano 1 - nº 3 - maio/julho de 2009

PAUSA PARA O CAFÉ
Rubens Francisco Lucchetti


Hoje levantei bem-humorado, o que não é muito comum.
Então, pensei fazer vocês rirem também.

Primeiro vêm estes dois acontecimentos verídicos, acontecidos na França há quase sessenta anos:

“Um acidente de motocicleta causou ontem a morte de duas pessoas. Mais duas ficaram gravemente feridas.
Ao cair de um caminhão, uma chapa de metal decepou literalmente a cabeça de um motociclista que tentava ultrapassar o caminhão. O motociclista sem cabeça continuou sua viagem por mais alguns metros e atropelou e feriu uma mulher e uma criança.
Quando o motorista do caminhão notou o corpo sem cabeça dirigindo a motocicleta, caiu morto fulminado. O caminhão desgovernado entrou numa casa, causando danos consideráveis.”

Notícia publicada – em 14 de julho de 1952 – no jornal francês Espoir de Nice et du Sud-Est

“Completamente nu no fundo de um poço, Désiré Clément gritava por socorro.
Alguns homens ouviram seus gritos e jogaram-lhe uma corda com um laço na ponta, para ele atá-la na cintura e ficar com as mãos livres para ajudar na subida quando fosse puxado para fora.
Sem dúvida, ele compreendeu mal as instruções dos seus salvadores, pois colocou a corda no pescoço. Quando apareceu na boca do poço, havia morrido enforcado.”

Notícia publicada – em 8 de agosto de 1952 – no jornal francês Sud-Ouest

A garotinha chega para a mãe e pergunta:
– Mamãe, por que em nossa família todos morrem de repente? Mãe? Mãe?

Naquele dia o ditador levantou tão mal-humorado que não mandou fuzilar ninguém.

Era tão azarado que os únicos degraus que conseguiu galgar na vida foram os da escada da igreja, onde ia pedir esmolas... até o dia em que o sino despencou do campanário sobre sua cabeça.

– De quem é esse narizinho? De quem é essa orelhinha? De quem é essa boquinha? De quem é essa perninha?
– Não sei, doutor. Chegou tudo misturado aqui no IML...

O pobre garotinho implora para a mãe:
– Mamãe, eu quero ir ao cinema! Eu quero ir ao cinema! Eu quero! Eu quero!
– Cala a boca, menino. Não vê que você é cego?

O anúncio, em letras enormes, saiu no jornal de sábado:
“CURA-SE CORCUNDA COM LIMÃO.”
Na segunda-feira, logo cedo, o consultório médico estava lotado de gente.
Entra o primeiro paciente e, no momento seguinte, todos que estão na sala de espera ouvem uma gritaria ensurdecedora vinda da sala de consultas. Entram o segundo, o terceiro, o quarto... e a história se repete, os mesmos gritos de dor. Apavorado, o quinto paciente entra na sala do médico e vê no chão diversos lençóis cheios de manchas de sangue e, penduradas na parede, várias lâminas de ferro de superfície áspera.
– Mas que é isso, doutor? O senhor não prometeu curar corcundas com limão?
– E não é isso que estou fazendo? Ou você acha que é possível eliminar corcundas enormes como a sua usando liminhas?

Você sabia que é melhor não ter filhos do que ser pai de um futuro órfão?

Ciumento, o homem liga para casa à noite, ainda no primeiro dia de viagem. Atende uma voz estranha.
– Quem está falando? – Pergunta o homem.
– A empregada.
– Mas não temos empregada.
– Bem, meu senhor, fui contratada hoje.
– Está certo. Quero falar com sua patroa.
– Não é possível. Ela está no quarto com o namorado.
Furioso, ele fica em silêncio por alguns instantes. Depois, tem a idéia perfeita e volta a falar:
– Quer ganhar dez mil reais?
– Claro, senhor.
– Você tem uma arma?
– Tenho, senhor. É para minha defesa pessoal.
– Ótimo. Vá até o quarto e atire nos dois, na cama mesmo.
– Está bem.
Ele fica na linha. Ouve passos se afastando. Silêncio. Dois tiros. Silêncio novamente. E a voz da empregada.
– Está feito. Mas o que eu faço com os dois corpos?
– Jogue-os na piscina.
– Mas, senhor, que piscina? Aqui não tem piscina...
– Hummmm... aí não é o 8970-65...?

Pouco antes de morrer, um oficial da Marinha de um país irmão manifestou o desejo de que seu túmulo fosse o mar. Três marinheiros se afogaram, tentando fazer uma cova para ele.

Dizem que plantando tudo dá. Pura mentira. Se fosse verdade, gente nascia no cemitério.

E tem aquela do funcionário do forno crematório que ficou rico: ele vendia cinzas para os canibais e dizia que era carne solúvel.

Os dois garotões, desligados de tudo, estão na margem do rio, descansando, com os pés dentro da água. De repente – nhac! – um jacaré come o pé de um deles.
– Ei, olha que barato! Um jacaré acaba de comer o meu pé – diz o garotão.
– Qual? – Pergunta o amigo, desligadão.
– Sei lá, meu. Os jacarés são todos iguais.

– Senhores passageiros, bom-dia. O comandante Borges e a tripulação dão boas-vindas a todos. Esta aeronave é dotada do maior conforto possível. No primeiro andar, temos um bar e restaurante; no segundo, o cinema; no terceiro, a discoteca, uma piscina olímpica de cinqüenta metros... No momento, porém, peço que todos fiquem em seus lugares e prendam a respiração, enquanto eu acelero os motores, para ver se esta joça explode ou decola!

O eletricista entra na sala do hospital onde estão os doentes submetidos aos aparelhos de pulmão artificial e anuncia:
– E, agora, pessoal, vamos dar uma respirada bem funda, que eu preciso cortar a luz por cinco minutos.

O lorde inglês janta com a esposa. De repente, a mulher tem um ataque do coração e cai morta. Imperturbável, o lorde toca a campainha. Aparece o mordomo, e o nobre ordena:
– James, leve a milady e traga a carne.

Em 1966, a entrega de correspondência foi suspensa nas zonas rurais do Afeganistão. O motivo? Era muito grande o número de carteiros que estavam sendo comidos por leopardos.

CRUEL DEFINIÇÃO ORIENTAL

Médico legista é o único médico que não mata nenhum paciente.

 

Rubens Francisco Lucchetti é ficcionista e roteirista de Cinema e Quadrinhos