Ano 5 - nº 17 - setembro/dezembro de 2013

DALILA
Rubens Francisco Lucchetti



Sansão se apaixonou por Dalila, mulher tão bela quanto astuta e ambiciosa; mas ela jamais o amou. Os chefes dos filisteus procuraram-na em sua casa, no Vale de Sorec e lhe propuseram:
– Seduza Sansão e descubra onde está a grande força dele e de que modo o poderemos dominar, amarrar e prender. E cada um de nós dará mil e cem moedas de prata para você.
Dalila, a partir de então, não deu tréguas a Sansão, exigindo que ele lhe contasse seu segredo. Como Dalila o importunasse e insistisse todos os dias com perguntas, Sansão caiu num desespero mortal e contou-lhe o segredo:
– A navalha nunca passou sobre a minha cabeça, pois eu sou consagrado a Deus desde o seio de minha mãe. Se cortarem meu cabelo, eu perderei a minha força, ficarei fraco e serei como qualquer outro homem.
Dalila mandou chamar os chefes dos filisteus; e eles foram até sua casa, levando o dinheiro prometido. Em seguida, Dalila fez Sansão dormir no seu colo. Depois, chamou um homem, que cortou as sete tranças do cabelo de Sansão. A força de Sansão desapareceu. Os filisteus agarraram-no, furaram-lhe os olhos e levaram-no para Gaza, onde foi preso com duas correntes de bronze.
Nada mais se soube de Dalila.

 

Rubens Francisco Lucchetti é ficcionista e roteirista de Cinema e Quadrinhos

 

Este texto foi transcrito do livro (inédito) Sagradas e Profanas