Ano 5 - nº 15 - janeiro/abril de 2013

DÉBORA
Rubens Francisco Lucchetti



Os israelitas clamaram a Javé, porque Jabin tinha novecentos carros de ferro e, já durante vinte anos, oprimia duramente Israel.
Nesse tempo, era juiz em Israel a profetisa Débora, mulher de Lapidot. Seu tribunal ficava debaixo da palmeira de Débora, entre Ramá e Betel, nas montanhas de Efraim. Os israelitas a procuravam para decidir suas questões.
Débora mandou chamar Barac, filho de Abinoem, que morava em Cedes, na região de Neftali, e disse-lhe:
– Javé, Deus de Israel, manda que você reúna dez mil homens das tribos de Neftali e Zabulon. Javé atrairá para o ribeiro de Quison, o chefe do exército de Jabin, Sísara, com seus carros e sua numerosa tropa, e o entregará a você.
Barac respondeu:
– Se você for comigo, eu vou. Se você não for, eu não vou.
Débora falou, então:
– Está bem. Eu vou com você. Mas a glória dessa expedição que você vai realizar não será sua, pois Javé entregará Sísara nas mãos de uma mulher.
E Débora se dispôs a ir com Barac até Cedes, onde a profecia se confirmou e uma mulher, Jael, pôs fim à vida de Sísara, cravando-lhe um prego na fronte.

 

Rubens Francisco Lucchetti é ficcionista e roteirista de Cinema e Quadrinhos

 

Este texto foi transcrito do livro (inédito) Sagradas e Profanas