Ano 4 - nº 12 - fevereiro/maio de 2012

PAUSA PARA O CAFÉ
Rubens Francisco Lucchetti


“Intelectual é aquele sujeito que encontrou um assunto mais interessante do que mulher.”
Edgar Wallace

Muita gente se perde em seuspensamentos... simplesmente porque se aventurou a trilhar terreno desconhecido.

Quem foi que disse que os maridos não podem ter a última palavra numa discussão com a mulher? Então, eles não podem pedir desculpas?

“Quando eu era moço, resolvi não casar enquanto não encontrasse a mulher ideal. Encontrei-a alguns anos depois; porém, ela estava à procura do homem ideal.”
Michel Simon

Um marido dizia para um amigo:
Naturalmente minha mulher e eu temos nossas rusgas, como todos os casais felizes. E uma vez quebrei-lhe as costelas, mas nunca tivemos um desentendimento sério.

E a mulher foi consultar um advogado.
– Meu marido diz a todo momento que eu vá para o inferno. Quero saber: tenho o direito legal de levar os filhos?

Certo dia, uma secretária chegou ao escritório exibindo um enorme brilhante no dedo.
– Que é que você fez para ganhar esse belo e valioso solitário? – Perguntou maldosamente uma de suas colegas de trabalho.
– Nada – respondeu a secretária com displicência. – Eu não lhe contei, na semana passada, que o meu avô ao morrer deixou três mil dólares para serem gastos numa pedra em sua memória? Pois aqui está a pedra.

Certa manhã, um funcionário público, sentado à mesa para o café, começou a ler o jornal e esqueceu-se da vida. Por fim, pediu mais café.
– Mais café?! – Perguntou a esposa. – Veja as horas! Você não vai trabalhar hoje?
– Trabalhar?! Puxa! Pensei que estivesse na repartição...

O velho e desmantelado Ford parou em frente à bomba de gasolina.
– Ponha quinze litros de gasolina – pediu o velho que dirigia o veículo.
– Porque não enche logo o tanque? – Perguntou o frentista.
– Porque não sei se o carro andará tudo isso.

Se há uma coisa que irrita mais do que dois meses sem chuva, são dois dias de chuva.

O mal do futuro é que geralmente ele chega antes de estarmos preparados.

Lembre-se de que as crianças de todas as idades têm uma coisa em comum: tapam os ouvidos para os conselhos e abrem os olhos para os exemplos.

Se todos varressem a frente de suas casas, o mundo seria um lugar limpo.

Como o garotinho definiu o Dia dos Pais:
– É a mesma coisa que o Dia das Mães. Só que a gente não gasta tanto dinheiro com o presente.

Uma jovem atraente chegou a um cassino em Palm Beach às duas manhã, no momento em que os dois crupiês estavam fechando as portas do estabelecimento. A moça suplicou que a deixassem jogar dados uma única vez, uma jogada de dois mil dólares. Os crupiês, achando que era uma oportunidade boa demais para deixar passar, acenderam as luzes e tomaram lugar atrás da mesa de dados.
A jovem colocou na mesa os dois mil dólares. Os crupiês cobriram a oferta. Ela, então, pediu licença para ir um instante ao toalete das mulheres. Voltou, pouco depois, completamente nua e, com jeito de quem tem experiência, lançou os dados.
– Um sete! Um sete! – Gritou a moça, ao lançar os dados. E, quando os dados pararam de rolar, ela exclamou, exultante: – Oba! Sete!
Em seguida, apanhou os quatro mil dólares, vestiu-se rapidamente e foi embora. Os dois homens apagaram as luzes e trancaram as portas; mas, quando iam saindo, um deles perguntou:
– Você viu aquele sete?
– Não, confesso que não – respondeu o outro. – Você não viu?!

As pessoas também podem ser julgadas pelas companhias que evitam.

Numa noite gelada de inverno, uma jovem correu para tomar o ônibus, escorregou e caiu, espalhando tudo o que havia em sua bolsa. Apressadamente, enfiou toda aquela confusão na bolsa e levantou-se. O motorista do ônibus tinha observado a cena e estava esperando-a. Tolamente, ela recomeçou a correr e tornou a cair, espalhando novamente o conteúdo da bolsa. Enquanto juntava seus pertences, ficou surpresa de ver que o ônibus continuava ali. Não querendo atrasar ainda mais o ônibus, a jovem correu de novo e caiu outra vez. Ficou tão envergonhada que desejou que o ônibus partisse e a deixasse. Então, repôs tudo na bolsa, fechou-a, levantou-se e caminhou, com todo o cuidado, até o veículo. Ao entrar, falou, encabulada:
– O senhor não precisava ter esperado...
– Moça, – disse o motorista, – eu não perderia isso por nada neste mundo!

A moda de vestir que está na moda é a que precisará mudar no semestre que vem.

Era um carteiro tão antigo que ainda entregava epístolas.

Chega um momento em que a preocupação com a falta de memória cai no esquecimento.

Um editor de música falava para um desses compositores que pululam por aí:
– Nunca ouvi uma letra tão banal, uma sentimentalidade tão postiça, uma melodia tão repetitiva e sem inspiração. Cara, estamos com um sucesso nas mãos!

Uma jovem dizia para a amiga:
– Quero ser uma moça direita e bem-vista, a menos, é claro, que isso me torne menos admirada.

Quando o outro sujeito é despedido, é coisa passageira. Quando acontece conosco, é crise.

O QUE VI

Sou obrigado a relatar o que aconteceu, com objetividade e sem grandes preocupações literárias, visto que este é o último papel que me resta e, além disso, a fita da máquina está demasiadamente gasta e temo que para o final da história muitas letras estarão imperceptíveis, podendo resultar, para quem lê, uma interpretação incorreta dos fatos, prejudicando não só a mim, como também a todas as pessoas – cujos nomes mencionarei, sem dúvida alguma – que, de uma maneira ou de outra, estiveram envolvidas num caso repugnante e altamente escandaloso que, além de macular o nome de duas grandes famílias, distorce a imagem do país no estrangeiro e envergonha a raça humana. A necessidade de contar tudo de maneira correta é aumentada agora pelo fato da minha sobrinha ter fechado os meus óculos à chave, e o natural cansaço dos mue olhis, faz com que az litras dancem, o qui poderá ter como conseqüência as palavras ficarem com letras traçadas e qualquer truca de um nome poderá não só libar o cukpado como incrumynar om onicentre.
Resta difer que eu suo a inico prestemunha que koja mamoseghirei pera o canyte poque u’o qiero omu envolvedo nets escavdlo. Vou cojtra tudo cpm onetidade e nnetinidade porque o ppel está a acabar: no últimoszbado de qgosto, quando ama res demonfaba do cavalo para beber aqgaú, seu pymt netysui e seu jetys priugdt, estavam escoj dioheh nsty nety, e segidamente difams msms covrdenente, atacaram pelas costradas terba sdnet asdfru dfhaj osd.
Psiind b dsuifttzz ççzsm hdh oi crine çah no foi.

 
Rubens Francisco Lucchetti é ficcionista e roteirista de Cinema e Quadrinhos