Ano 3 - nº 11 - outubro de 2011/janeiro de 2012

NASTASSJA KINSKI



Não importa a história, diretor ou papel: qualquer filme com Nastassja Kinski vale a pena ser visto – embora mais pela sua beleza e sensualidade do que pelo seu talento dramático.
Filha do ator Klaus Kinski e da poetisa Ruth Brigitte, Nastassja nasceu em Berlim, em 24 de janeiro de 1960. Sua infância não foi das mais fáceis, em decorrência do relacionamento que ela, sua irmã Pola e sua mãe tinham com Klaus Kinski, que abandonou a família quando Nastassja tinha oito anos de idade.
Com o apoio materno, Nastassja matriculou-se em cursos de Pintura e Dança. E estreou no Cinema aos quatorze anos, em 1975, no filme Movimento em Falso (Falsche Bewegung), de Wim Wenders. No ano seguinte, despiu seu corpo de ninfeta num filme de Horror, Uma Filha para o Diabo (To Devil... a Daughter), estrelado por Richard Widmark e Christopher Lee. Sua sensualidade explodiu em Tentação Proibida (Cosí Come Sei, 1978), no qual seduziu um homem de meia idade (interpretado por Marcello Mastroianni).
Durante uma festa em Munique, Nastassja conheceu o diretor polonês Roman Polanski, que, apesar de ser quase trinta anos mais velho do que ela (ele nasceu em 1933, em Paris), se tornou seu namorado. A união rendeu-lhe o papel principal de Tess (idem, 1979).
Vencedor de três prêmios Oscar (Fotografia, Direção de Arte e Figurinos), Tess foi o passaporte para a entrada de Nastassja nos Estados Unidos, onde estrelou A Marca da Pantera (Cat People, 1982), O Fundo do Coração (One from the Heart, 1982) e as comédias Hotel Muito Louco (The Hotel New Hampshire, 1984) e Infielmente Tua (Unfaithfully Yours, 1984).
Nastassja sonhou até em se tornar diretora, escrevendo um roteiro intitulado Day and Night. Trabalhou em Paris, Texas (idem, 1984), filme dirigido por Wim Wenders e ganhador da Palma de Ouro no Festival de Cannes.
Aos 24 anos de idade, Nastassja decidiu parar tudo e ser mãe. Engravidou e sumiu das telas, demorando para revelar que seu amante secreto era Ibrahim Moussa, seu empresário, com quem se casou e teve um segundo filho.
O pai Klaus voltou a atormentá-la em 1989, “confessando” em sua autobiografia ter mantido relações incestuosas com as filhas. Nastassja ameaçou processá-lo.
Poucos dos filmes recentes de Nastassja Kinski foram exibidos comercialmente no Brasil.

 

Este texto foi transcrito do livro Astros e Estrelas (São Paulo, Nova Cultural, 1991, p. 315)