Ano 3 - nº 11 - outubro de 2011/janeiro de 2012

LEE REMICK



Introspectiva e elegante, Lee Remick – nascida em Quincy (Massachusetts), em 14 de dezembro de 1935 –, estreou como a provocante garota de torcida em Um Rosto na Multidão (1957), foi a sexy e suposta vítima de estupro defendida por James Stewart em Anatomia de um Crime, a viúva traída por Montgomery Clift em Rio Violento (Wild River, 1960) e a esposa alcoólatra em Vício Maldito (1962), papel que lhe valeu uma indicação ao Oscar de Melhor Atriz. (...) foi casada com um diretor de TV, Bill Colleram, pai de seus filhos Katherine e Matthew. De 1968 a 1970, trocou Hollywood por Londres, onde foi residir com seu segundo marido, também diretor de TV, Kip Gownas. Na Inglaterra, realizou um grande sonho: contracenar com Katharine Hepburn na peça filmada para a TV Um Equilíbrio Delicado (1973), recorde de audiência.
Em 1976, estrelou A Profecia com seu ator preferido, Gregory Peck. Um de seus melhores desempenhos é o da mulher envolvida em um romântico relacionamento em Corações em Lágrimas (Torn Between Two Lovers, 1979).
Tinha uma resposta na ponta da língua para quem perguntava as razões de sua pouca freqüência no Cinema: “Quando os produtores decidirem fazer filmes para adultos outra vez, eu começarei a atuar neles com o maior prazer.”
Vitima de câncer, morreu em 2 de julho de 1991, em Brentwood, Los Angeles.

 

Este texto foi transcrito do livro Astros e Estrelas (São Paulo, Nova Cultural, 1991, pp. 443-444)