Ano 3 - nº 11 - outubro de 2011/janeiro de 2012

ALGUMAS TEORIAS A RESPEITO DE JACK O ESTRIPADOR
Jacob Penteado



A fama do “Estripador” tinha, por volta de outubro de 1888, se espalhado pelo mundo inteiro. As autoridades policiais da França, da Alemanha e dos Estados Unidos, além de muitas outras nações, estavam acompanhando o caso, com interesse e horror ao mesmo tempo. Numerosas teorias foram sugeridas; e uma delas afirmou que o criminoso vivia nos esgotos subterrâneos de Londres, dos quais saía, à noite, para os seus festins de sangue; isso era impossível, pois as aberturas que comunicavam as ruas com a rede de esgotos estavam permanentemente fechadas. Foram apresentadas, ainda, numerosas sugestões com relação à personalidade do assassino; duas delas foram aceitas pela maioria das pessoas que acompanhava o desenrolar do caso. Segundo a primeira, o matador era um médico privado da razão; de acordo com a segunda, era ele um fanático religioso, que jurara exterminar o pecado por meio de ação direta.
O dr. Hugh Abercrombie, renomado especialista de moléstias cerebrais, residente na Rua Harley, chamou a atenção para o fato da publicação, havia apenas um ano, do romance de Robert Louis Stevenson, O Médico e o Monstro, que versava sobre um médico pacato, o qual, periodicamente, se transformava em lobisomem.
– É possível que algum profissional da Medicina, não muito equilibrado, tenha ficado tão impressionado com a leitura, que haja querido transportar para a realidade aquela história de ficção, fazendo, ele próprio, o papel principal – sugeriu o dr. Abercrombie.

 

Este texto foi transcrito do livro Crimes Que Abalaram o Mundo (São Paulo, Vertex, 1960, p. 107), de Jacob Penteado